Ao longo dos anos, evidenciou-se um aumento do processo de dependência, em que a droga passa a ocupar lugar central na vida do indivíduo. Muitos passaram a não saber mais viver sem o consumo contínuo da substância; do uso esporádico, passaram para o habitual, e, em seguida, para o problemático, até chegar à dependência.

De sujeitos, senhores de si, livres e movimentados pelo seu desejo, passaram a escravos, prisioneiros de uma necessidade incontrolável de consumir cada vez mais determinada substância. Na psiquiatria, a dependência passa a ser um quadro clínico importante, provocando também conseqüências sociais, econômicas e legais.

Há vários tipos de tratamentos para a dependência química, alguns mais eficazes do que outros, dependendo do indivíduo usuário, do grau de seu comprometimento e envolvimento com as drogas e das conseqüências que isto gera em cada uma das esferas pessoal, familiar, social e profissional. Os principais tipos de tratamento são: psicoterapia individual, tratamentos farmacológicos, grupos de auto-ajuda e internação.

Os três primeiros tipos de tratamento estão indicados para aqueles indivíduos que ainda têm certa autonomia, desejam parar o consumo de substâncias, e têm um suporte familiar capaz de oferecer ajuda e não facilitações ao dependente.

No entanto, quando o indivíduo perdeu todo o controle sobre o consumo de substâncias, quando todos os seus comportamentos se dão em função das drogas que consomem, já não trabalham ou estudam, não participam da vida familiar, se tornam agressivos, impulsivos ou isolados de seu meio social, com impulso para a morte e não mais para a vida, aí está indicada a internação em local especializado.

De qualquer forma a complexidade da dinâmica do dependente químico faz com que o trabalho terapêutico seja bastante difícil, de modo que a combinação de dois ou três daqueles métodos de tratamento é o que mais se sugere para a grande maioria dos casos.

Em todos os tipos de tratamento, os objetivos a serem alcançados são a desintoxicação de drogas, a conscientização da doença, a reestruturação egóica para melhor se lidar com as frustrações da vida de relação, e reinserção sócio-familiar e no ambiente de trabalho e/ou escolar.

O CAPTA conta com vários métodos de tratamento, oferecendo atendimento psiquiátrico (medicamentoso), psicológico e terapêutico, além de grupos de auto-ajuda. O CAPTA também conta com atendimento psicológico domiciliar, e palestras informativas sobre a dependência química, as diversas formas de tratamento, e todo tipo de tema afim. Além disto, faz encaminhamentos para internação em clínicas parceiras.